2 Anos depois

Mas afinal o que se passou há 2 anos atrás. Alguns já se devem relembrar, outros nem por isso. Mas eu não consigo esquecer, pois estava a ver em directo. Escrevo por causa da morte em campo do jogador Miklós Fehér há 2 anos atrás em pleno relvado do Estádio do Guimarães.

Foi uma morte que me marcou devido a inúmeras razões, sendo a principal, o facto de eu também ser jogador de futebol, mas também por ser um jovem e que morreu a praticar desporto. Sendo eu também um jogador de futebol e mais importante, uma pessoa que adora praticar desporto, tremeu perante a possibilidade de um dia acontecer comigo ou com alguém mais perto de mim. Muitos devem estar a pensar “então e depois, não morreu também o Foé e o Baião e no entanto deles ninguém se lembra”; é bem verdade que desses se calhar ninguém se lembra, mas se calhar porque neste caso, a morte ocorreu em directo e assim aplica-se um pouco o provérbio “Longe da vista, longe do coração”. E se calhar é mesmo, pois a morte do Baião não teve tão impacto como a do Fehér.
Dois anos já lá vão desde a morte desse jovem jogador, que possivelmente até podia dar muito ao futebol, mas especialmente, podia dar tudo à família e aos amigos que tinha. Ao fim ao cabo, era um ser humano que se preparava para continuar a sua vida e que após um cartão amarelo e um sorriso, cristalino como a mais pura das águas, caiu para nunca mais se levantar.
Não vou deixar nenhuma foto do fatídico jogo, mas deixo a foto que serviu de molde para fazer o busto presente no Estádio da Luz, pois é a que o representa melhor. Deixo também um link para um video feito por alguém que não conheço, mas que achei muito bom.

Fica também uma palavra em honra de Rui Baião também, pois era uma pessoa ainda muito jovem e que morreu também em campo. Por fim deixo uma frase que já deve ter corrido mundo, pois foi uma frase que marcou todas as pessoas pela sinceridade:

“Quando chegar a casa vou dizer aos meus filhos que os amo, porque amanhã não sei se estarei cá.”

Mais um dia…

Já pensaram que nem sempre os dias especiais começam com o sol a brilhar… Então porque será que quando acordamos, ao abrir a janela entrar o sol para dentro do nosso quarto, nós dizemos que vai ser um bom dia? Até poderá não ser; ou então, mesmo quando está um dia de chuva, pode ser o nosso melhor dia e pode ser um dia que recordaremos para sempre como um dia de extrema felicidade. Hoje o dia por Lisboa “acordou” um pouco escuro, mas de certo será um bom dia, pois pode não estar sol nem estar calor, mas o dia ser bom devido ao que fazemos dele.
Deixo aqui uma foto de Lisboa de um local perto da minha universidade, por volta das 8h da manhã, altura em que cheguei para mais um dia que espero seja produtivo em trabalhos e exame.

Será que o mundo só piora

Por vezes ando com a cabeça no ar, sempre a magicar e a sonhar com uma vida feliz, mas por vezes, subitamente, caio na realidade nua e crua que temos que lutar para tudo o que queremos e que nada nos é dado de mão beijada. Por vezes, apetece ter qualquer coisa, qualquer coisa que seja, que não fosse preciso regatear, lutar ou pisar alguém para a conseguir. Porque é que o mundo se tornou assim. Será que somos assim tão egoístas ao ponto de pisarmos o nosso melhor amigo só para podermos ganhar mais uns trocos ou para podermos sentir que somos os melhores. Não podemos ser todos os melhores. Infelizmente, todos precisamos de trabalhar para poder ter o dinheiro para viver e para cuidar dos nossos. Se calhar é por isso é que todos sonham com um “EuroMilhões”. Para poderem refugiar desta vida de egoísmo e constantes guerrilhas que existem no nosso dia a dia. Essas guerrilhas acontecem mesmo diante dos nossos olhos, mas nós, muitas vezes, nem damos por elas, pois estamos tão preocupados connosco.
Lá estou eu a sonhar outra vez…
A sonhar com um mundo melhor, em que todos ajudam todos e ninguém prega uma “rasteira” ao amigo de longa data. Se calhar eu é que estou no mundo errado. Se calhar eu é que já vivo no mundo dos sonhos, mas possivelmente algum dia, devido aos sonhos todos, é a mim que é pregada a “rasteira” e nesse momento, começo a viver neste mundo de hipocrisia e egoísmo.
Por vezes somos bons demais até para nós próprios…

Memórias (III)

“Talvez, por momentos, te sintas só, sem qualquer razão para estar aqui. Agora estou assim, pelo que vi e pelo que não ouvi. Sabes, a vida para mim, é somente um grupo de momentos parvos que nos acontecem; digo isto porque algo que eu amava, hoje odeio. Talvez eu tenha adiado a coisa mais bonita e sentido indiferença por aquilo que realmene interessa, mas talvez não esteja totalmente errado.
Tudo o que se sonha, tudo o que se idealiza não passa de um punhado de palavras que lanças ao vento no grande vendaval. Não se consegue excluir da vida aquilo que se odeia, primeiro porque o ódio é uma forma de amar, e o ódio pode-se transformar em amor, ou pode acontecer exactamente o contrário!!! Não vale a pena viver na ilusão de sonhos que já partiram, que não deram frutos ou nos desiludiram.
Tudo é demasiado breve para se premeditar acções, momentos, cenários… No fundo, o erro não existe, não existe porque quando estás triste não te interessa se erraste, mas sim se vais conseguir apagar as consequências do erro. Às vezes o que vivemos deixa-nos trsites, mas nem que chores, grites de angústia, sorri!! Porque se sorrires, vais voltar a sorrir e a fazer outros sorrir.
Não vale a pena dizeres que não, se quiseres podemos sorrir juntos, rir dos nossos pesadelos e desilusões; e depois disso poderemos seguir, cada um o seu caminho com a certeza que já conseguimos sorrir numa vida que não foi capaz de sorrir para nós.”

Espero que tenham gostado tanto do texto como eu…

Memórias (II)

Ainda no rescaldo das minhas arrumações no meu quarto, encontrei este poema sobre o qual não sei nada. Não sei se fui que o escrevi, se me escreveram, se encontrei em algum lado e o transcrevi. Não faço mesmo a mínima ideia. Mas gostei de o ler e decidi transcrevê-lo aqui.

“Escreve a saudade com a tua mão,
E faz-me ver com os olhos o teu coração,
Pois chegou a hora de poder sorrir
É que o vento trouxe o cheiro sem mentir,
É doce, amargo, cheio de cor
Sem peso, marca para onde eu for.
Se mexer no lento cheiro, preso aqui,
Tenho o cheiro solto, mesmo ao pé de mim,
Se dormir no louco cheiro, e acordar
O mesmo cheiro em todo o lado vai ficar
É doce, amargo, cheio de cor
Sem peso marca para onde eu for
Serei o que temer,
Parei por perder,
O lento respirar.
Este novo cheiro, um beijo me deu,
É filho de um cheiro que envelheceu,
Tinha todo o nome de um cheiro maior
Que chega com os passos que oiço em redor.”

Espero que tenham gostado. Eu vou tentando ver se descubro de onde apareceu este poema.