Política: uma dor de cabeça

Não sei se isto acontece convosco, mas eu ando já fartinho de ouvir falar em política e em eleições. As promessas são sempre as mesmas, de 4 em 4 anos, durante quase um mês, tudo é igual… Mas nem tudo é mau, como muitas pessoas dizem, nestes últimos 6 meses, colocou-se mais alcatrão na estrada e mais postes de electricidade na rua, do que nos 3 anos e meio anteriores, só por isso, acho que as eleições deviam ser de 3 em 3 meses, para este país andar para a frente.

E o que se há-de dizer dos slogans de algumas campanhas em Portugal… Uma que não me esqueço é a da Fátima Felgueiras: “Sempre presente”, não consigo compreender como é que ela teve uma ideia tão luminosa para um slogan como este. Outra que me ficou na memória é a de um candidato à câmara de Odivelas, o slogan é “AmOdivelas” fazendo analogia a que não se candidata ao cargo na câmara só pelo poder, nem pelo dinheiro, mas sim por gosta da cidade e que quer o melhor para os odivelenses. Mas quem é que acredita nisto?

Será que alguém acredita no que os políticos dizem ou prometem, claro que não. Eu acho que os portugueses já votam segundo o que políticos têm capacidade para fazer e nunca segundo o que eles prometem. Ou então, fazem uma escolha aleatória dos candidatos.

Será que em vez de se fazer só um dia de reflexão, não seria possível fazer uma semana de reflexão? Até mesmo para os próprios políticos pensarem no que poderão mesmo fazer durante o possível mandato que terão.

Agora vamos esperar por domingo, que vai ser um dia em que todos os canais de televisão falam sobre o mesmo e que todos os políticos pensam que vão ganhar. Em relação aos restantes portugueses, votam e voltam para as suas casas para passar mais um dia, como todos os outros.

Filme da Semana

Golo!

Estados Unidos – 2005
118 min – Acção/Aventura
M/12

Stephen Dillane (Actor / Actriz)
Kuno Becker (Actor / Actriz)
Danny Cannon (Realização)
Alessandro Nivola (Actor / Actriz)
Adrian Butchart (Argumento)

http://www.goalthemovie.com/

Quando Santiago Munez atravessou a fronteira mexicana para a América aos 10 anos, ele tinha duas coisas na sua posse: a sua bola de futebol e uma velha fotografia do campeonato do mundo. Trabalhando em empregos humilhantes enquanto cresceu em Los Angeles, a paixão de Santiago (Kuno Becker) era jogar futebol. Convencer o seu pai de que ele podia ser uma estrela do futebol internacional era outra história: “Existem dois tipos de pessoas neste mundo”, declara o Munez mais velho, “Pessoas em grandes casas e pessoas como nós…”.

Mas quando o britânico Glen Foy (Stephen Dillane), um amável antigo jogador de futebol, observa Santiago num jogo local, reconhece nele a habilidade, rapidez e a bravura de um jogador de futebol – o tipo de talento que o clube da primeira liga Britânica, Newcastle United está faminto por ter.

Agora, impulsionado para um país estrangeiro onde o futebol é uma religião e o Newcastle St. James Park é a sua catedral, este jovem latino-americano tem de provar que tem a coragem e o jogo para ganhar um contrato com um dos mais amados clubes de futebol no mundo.

Campos lamacentos, ventos frios e golpes trituradores dos colegas de equipa – para não mencionar desgraças pessoais, lesões e as tentações da vida de um jogador de futebol internacional – são alguns dos obstáculos que Santiago tem de superar para alcançar o maior dos seus objectivos.

Realizado por Danny Cannon (“CSI”) e tendo como cenário a atmosfera vibrante do futebol internacional, “GOLO!” apresenta uma promessa do cinema latino, o actor Kuno Becker. Alguns dos mais escaldantes representantes do mundo do futebol também fazem a sua aparição neste filme, incluindo David Beckham, Zinédine Zidane, Raul Gonzalez e o capitão do Newcastle, Alan Shearer.

Estreia nas salas de cinema portugueses a 29 de Setembro de 2005

Texto retirado em http://cinema.sapo.pt

Notícias do Mundo

Idosa detida por plantar cannabis apesar de avisos

Reino Unido. Patricia Tabram tem 66 anos e viu a sua casa ser revistada pela terceira vez pela polícia por possuir uma plantação de cannabis. A senhora já tinha sido alvo de grande polémica no início do ano quando admitiu que plantava droga para fazer bolos e doces, que depois distribuía pelos vizinhos e amigos. A “avozinha” defende que os medicamentos do Serviço Nacional de Saúde ingleses não tiram as dores e por isso decidiu plantar cannabis. A senhora Tabram já foi notificada pela polícia de que se voltasse a plantar seria mesmo presa, mas a idosa revelou não ter medo da prisão e promete não dar tréguas, lutando sempre pelos seus ideais. Patricia revelou que utilizava a cannabis apenas para seu próprio uso e, como tal, não pode ser acusada de mais nada.

Com notícias destas já se percebeu que não são só os jovens que andam metido no cannabis.

Esta notícia faz parte do jornal diário “Destak” de 20 de Setembro de 2005, edição nº 315, na página 4.

Como anda este país…

Depois de ter lido este texto, tive, quase obrigatoriamente, que colocá-lo aqui para levantar uma questão importante.

Um e os outros
O ministro das Finanças de José Socrates, Fernando Teixeira dos Santos, vai ganhar 43,48 euros por dia de subsídio de alojamento por estar longe da terra natal, o Porto. Os bombeiros que ficarem incapacitados na luta contra os fogos receberão um subsídio diário de 41,217 euros.

Isto levanta uma questão, será que uma pessoa que está o dia todo sentado num escritório a assinar papeís, merece receber mais por estar longe de casa do que um bombeiro, que arrisca a sua vida diariamente nos fogos, por ficar incapacitado?

O texto acima transcrito, encontra-se na revista “Sábado” nº69 da semana de 26 de Agosto a 1 de Setembro.

E assim ficou…

Vida negra
Foi este o panorama com que ficou o Andreus, uma terra perto do Sardoal. O fogo esteve nas portas da aldeia tendo rodeado casas que se encontravam por ali. Não sei se é esta a imagem que queremos mostrar às outras pessoas como divulgação do nosso país. Não sei como é que pode haver pessoas que gostem de “pegar” fogo às suas casas e às casas dos seus vizinhos, só porque se querem vingar não sei do quê.
Mas a culpa nem sempre é de quem inicia o fogo, mas também de quem não limpa os seus terrenos. Quando passo numa serra que existe por cá, noto que há terrenos limpos com eucaliptos novos, mas que também existe o contrário, uma autêntica selva. Será que os donos desses terrenos cheios de tudo e mais alguma coisa, não têm a consciência que também estão a ajudar para que o fogo passe por aí, causando perigo às suas casas???

Espero que o fumo que enche o ar da nossa vila, desapareça, assim como todos os momentos menos bons que todas as pessoas passaram quando tiveram os fogos à sua porta, causando o pânico.