Uma viagem ao circo

Hoje fui ao circo, coisa que já lá não fazia há imenso tempo. E por causa disso, quando fui convidado pelo meu tio, no fim de semana passado, para ir ao circo hoje, ao circo que se encontra instalado no Parque das Nações, eu só pude dizer que sim.
Aceitei também porque o dia 21 de Dezembro não é um dia que me deixe muito contente desde há muitos anos e assim sendo, decidi que não ia ficar por casa a limpar lágrimas.

Ia, no entanto, um pouco séptico sobre o circo e se, passado tantos anos, ainda iria gostar do que iria ver… mas voltei a deixar-me levar pela magia. Pela magia elaborada pelos mágicos que nunca descobrimos como é feito, pela magia dos palhaços que só andam à estalada uns aos outros, ou pela magia com que os cavalos nos encantam, para não falar nos leões ou nas focas ou mesmo nos trapezistas. Fui levado novamente para o mundo da criança, onde se responde sempre à pergunta que os palhaços nos fazem, ou onde abrimos sempre a boca, quando vemos pela inésima vez um mágico fazer desaparecer a sua “partner” e fazer aparecer um tigre branco no seu lugar.
E durante quase 3h de alegria, truques, malabarismos e palhaçadas, esquecemos tudo o que de mal há na nossa vida e fica tudo bem.
Por muitas vezes que já tenha ido ao cinema ou ao teatro ou mesmo ao futebol, o circo é o único sítio onde a magia nos abraça e nos leva para outro mundo.

Claro está que quando saimos de lá, saimos mais leves de espírito, com a moral em cima e com a ideia que tudo está bem. Claro está que agora já não estou assim tão bem, mas sei que tudo poderá ficar bem…

Nem que seja quando voltar ao circo… ao circo da vida.

Época de Natal

Porque será que cada ano que passa, gosto menos da época de Natal?

Não consigo compreender mas se calhar, devido a tudo o que me tem acontecido nesta altura do ano, cada vez mais detesto esta época. Eu até gosto do Natal, passo a véspera e o dia de Natal com as pessoas da família e com quem mais gosto (por vezes) e é sempre uma ocasião onde reencontro pessoas que já não via há imenso tempo, para não falar nas prendas que cada vez mais vejo só a intenção das pessoas e nem chego a olhar ao que é que cada pessoa me dá.

Então porque é que, apesar de estar de férias, não ando contente??? Porque será que apesar de ter amigos sempre à minha volta, continuo a notar que me falta alguma coisa?
Talvez isto passe daqui a uns tempos, ou pode ser que me esqueça disto mal passe esta época que até hoje não me tem trazido nada de bom…

Tenho é que voltar ao trabalho, pois há mais um trabalhito para entregar na universidade e nos primeiros dias de Janeiro começa também, mais uma fase de exames.

Férias… :)

Estava a ver que não, mas finalmente estou quase de férias. Apesar do dia de hoje ter sido atarefado e muito complicado, consegui cumprir todos os “deadlines”.
Tinha dois trabalhos para terminar e para entregar hoje, uma situação que se tornou um sucesso, mas que para lá chegar, teve custos físicos e psicológicos sobre mim. Houve muitas alturas em que me senti cansado e extremamente alucinado, mas no fim, tudo correu bem.
Não posso dizer que os trabalhos foram feitos para 20, mas devido às limitações de horários, tive que me dividir para dois trabalhos.

Agora é pensar nas férias, mas principalmente, pensar bem no fim de semana que se aproxima…

Mas que semana…

Ainda a semana não vai a meio e já estou farto disto, são os trabalhos para acabar, são problemas que têm que ser solucionados, é uma panóplia de questões que, uma a uma se vão resolvendo, mas que arrasam por completo toda a paciência e seriedade que existe em cada um de nós. Faz com que fiquemos mais irritadiços e com falta de discernimento para poder pensar com calma sobre cada assunto.

E esta semana está a ser uma prova de resistência para muitos dos alunos presentes na minha universidade (ISEGI), eu incluído. É claro que as salas estão mais cheias de alunos com pressa para terminar cada trabalho seu, existindo depois aulas, com poucas pessoas. Não censuro essas pessoas que faltam para terminar o trabalho, pois eu próprio já fiz isso inúmeras vezes.

Vamos ver como termina a semana, que no meu caso já dura cerca de 8 dias seguidos, contando com feriado e fim de semana. Mas isto é um mal menor, pois se pensarmos em tantos problemas que tivemos e vamos ter ao longo da vida, isto de fazer um trabalho em tempo recorde, é só um grão de areia num deserto.

Vou mas é parar de escrever e volta ao meu trabalho…

Malditos trabalhos

São 18h da tarde e estou a preparar-me para sair do ISEGI, onde tenho estado desde as 9h da manhã, com uma pequena pausa de almoço, a fazer um trabalho que tenho que entregar e apresentar na próxima quarta-feira. Nem neste feriado, que é santo e que nem se devia estar a trabalhar, deixo de estar, eu e mais cerca de meia centena de pessoas, sentadas em frente a um ecrã a acabar trabalhos para a universidade. Dizem que a vida de estudante é que é bom e até são capaz de ter razão, mas também há momentos em que não é nada agradável andar em fins de semana e feriados a fazer trabalhos a correr.

Fica aqui este desabafo, num momento em que vou para casa, descansar e jantar, para amanhã, bem cedo, voltar à universidade para mais um dia de tarbalho.