Mais um dia…

Já pensaram que nem sempre os dias especiais começam com o sol a brilhar… Então porque será que quando acordamos, ao abrir a janela entrar o sol para dentro do nosso quarto, nós dizemos que vai ser um bom dia? Até poderá não ser; ou então, mesmo quando está um dia de chuva, pode ser o nosso melhor dia e pode ser um dia que recordaremos para sempre como um dia de extrema felicidade. Hoje o dia por Lisboa “acordou” um pouco escuro, mas de certo será um bom dia, pois pode não estar sol nem estar calor, mas o dia ser bom devido ao que fazemos dele.
Deixo aqui uma foto de Lisboa de um local perto da minha universidade, por volta das 8h da manhã, altura em que cheguei para mais um dia que espero seja produtivo em trabalhos e exame.

Será que o mundo só piora

Por vezes ando com a cabeça no ar, sempre a magicar e a sonhar com uma vida feliz, mas por vezes, subitamente, caio na realidade nua e crua que temos que lutar para tudo o que queremos e que nada nos é dado de mão beijada. Por vezes, apetece ter qualquer coisa, qualquer coisa que seja, que não fosse preciso regatear, lutar ou pisar alguém para a conseguir. Porque é que o mundo se tornou assim. Será que somos assim tão egoístas ao ponto de pisarmos o nosso melhor amigo só para podermos ganhar mais uns trocos ou para podermos sentir que somos os melhores. Não podemos ser todos os melhores. Infelizmente, todos precisamos de trabalhar para poder ter o dinheiro para viver e para cuidar dos nossos. Se calhar é por isso é que todos sonham com um “EuroMilhões”. Para poderem refugiar desta vida de egoísmo e constantes guerrilhas que existem no nosso dia a dia. Essas guerrilhas acontecem mesmo diante dos nossos olhos, mas nós, muitas vezes, nem damos por elas, pois estamos tão preocupados connosco.
Lá estou eu a sonhar outra vez…
A sonhar com um mundo melhor, em que todos ajudam todos e ninguém prega uma “rasteira” ao amigo de longa data. Se calhar eu é que estou no mundo errado. Se calhar eu é que já vivo no mundo dos sonhos, mas possivelmente algum dia, devido aos sonhos todos, é a mim que é pregada a “rasteira” e nesse momento, começo a viver neste mundo de hipocrisia e egoísmo.
Por vezes somos bons demais até para nós próprios…

Memórias (III)

“Talvez, por momentos, te sintas só, sem qualquer razão para estar aqui. Agora estou assim, pelo que vi e pelo que não ouvi. Sabes, a vida para mim, é somente um grupo de momentos parvos que nos acontecem; digo isto porque algo que eu amava, hoje odeio. Talvez eu tenha adiado a coisa mais bonita e sentido indiferença por aquilo que realmene interessa, mas talvez não esteja totalmente errado.
Tudo o que se sonha, tudo o que se idealiza não passa de um punhado de palavras que lanças ao vento no grande vendaval. Não se consegue excluir da vida aquilo que se odeia, primeiro porque o ódio é uma forma de amar, e o ódio pode-se transformar em amor, ou pode acontecer exactamente o contrário!!! Não vale a pena viver na ilusão de sonhos que já partiram, que não deram frutos ou nos desiludiram.
Tudo é demasiado breve para se premeditar acções, momentos, cenários… No fundo, o erro não existe, não existe porque quando estás triste não te interessa se erraste, mas sim se vais conseguir apagar as consequências do erro. Às vezes o que vivemos deixa-nos trsites, mas nem que chores, grites de angústia, sorri!! Porque se sorrires, vais voltar a sorrir e a fazer outros sorrir.
Não vale a pena dizeres que não, se quiseres podemos sorrir juntos, rir dos nossos pesadelos e desilusões; e depois disso poderemos seguir, cada um o seu caminho com a certeza que já conseguimos sorrir numa vida que não foi capaz de sorrir para nós.”

Espero que tenham gostado tanto do texto como eu…

Memórias (II)

Ainda no rescaldo das minhas arrumações no meu quarto, encontrei este poema sobre o qual não sei nada. Não sei se fui que o escrevi, se me escreveram, se encontrei em algum lado e o transcrevi. Não faço mesmo a mínima ideia. Mas gostei de o ler e decidi transcrevê-lo aqui.

“Escreve a saudade com a tua mão,
E faz-me ver com os olhos o teu coração,
Pois chegou a hora de poder sorrir
É que o vento trouxe o cheiro sem mentir,
É doce, amargo, cheio de cor
Sem peso, marca para onde eu for.
Se mexer no lento cheiro, preso aqui,
Tenho o cheiro solto, mesmo ao pé de mim,
Se dormir no louco cheiro, e acordar
O mesmo cheiro em todo o lado vai ficar
É doce, amargo, cheio de cor
Sem peso marca para onde eu for
Serei o que temer,
Parei por perder,
O lento respirar.
Este novo cheiro, um beijo me deu,
É filho de um cheiro que envelheceu,
Tinha todo o nome de um cheiro maior
Que chega com os passos que oiço em redor.”

Espero que tenham gostado. Eu vou tentando ver se descubro de onde apareceu este poema.

Memórias

Hoje andei em arrumações no meu quarto e encontrei alguns recortes de jornal sobre a minha pessoa, e entre um sobre um prémio que tinha ganho e outros sobre o futebol no Sardoal, encontrei um, ao qual dei particular atençao.
Depois de ler um pouco mais sobre a notícia, encontrei este pedacinho sobre mim, nem tudo é verdade, pois a minha alcunha vem do futebol e não das viagens a França. Mas de resto, acho que nem eu consigo falar tão bem sobre mim. Deixo a transcrição da notícia:

… Companheirismo
O seu veteranismo nestas viagens já lhe valeu a alcunha simpática de “Internacional”. (Tem a ver com o futebol, mas deixo a explicação para outro post) Apesar de só ter vindo para o Sardoal com 13 anos, na Vila toda a gente o conhece. Esta foi a quinta (e última até ao momento) viagem que fez e garante que nenhuma foi igual. Preza-as como se de uma relíquia se tratasse e encara-as como uma aprendizagem constante. Está à vontade para falar dos mais altos valores da sociedade como o companheirismo, o respeito mútuo e o conhecimento.
Todos os anos sente que aprendeu algo de novo e todos os anos ensina os caloiros o que já aprendeu. O espírito que transmite é o mesmo que as pessoas do Sardoal lhe transmitiram quando chegou à Vila; “nunca parar, sempre a viver, noite e dia, noite e dia”.
Além de serem um estímulo para o estudo, estes passeios culturais transformam-se em grandes lições de vida e o facto de se estar tanto tempo longe das “asas” dos pais ajuda a uma independência saudável.
Conhecer o Parlamento Europeu foi a chave que lhe faltava para o ouro destas jornadas e o bichinho que trazia consigo por conhecer este local de decisão transformou-se num pouco de alimento para a sua vida.

Depois de ler este artigo fiquei a matutar nas memórias que tenho destas viagens que a Câmara Municipal do Sardoal organiza. Sei que nunca será como antes, mas ainda gostava de poder ir mais uma vez, para a despedida.
A diversão é imensa, mas os assuntos sérios também são “chamados” à baila, em cerca de 11 dias que acontece de quase tudo. As saudades são muitas, mas os agradecimentos não são menos. Desde o presidente, à pessoa que organiza esses 11 dias, passando pelas cozinheiras, motoristas e todos as pessoas que vão para nos ajudar e acompanhar.

Este recorte é parte de um artigo que se encontra presente no jornal “Expresso do Centro” do dia 8 de Agosto de 2003