Mas que semana…

Ainda a semana não vai a meio e já estou farto disto, são os trabalhos para acabar, são problemas que têm que ser solucionados, é uma panóplia de questões que, uma a uma se vão resolvendo, mas que arrasam por completo toda a paciência e seriedade que existe em cada um de nós. Faz com que fiquemos mais irritadiços e com falta de discernimento para poder pensar com calma sobre cada assunto.

E esta semana está a ser uma prova de resistência para muitos dos alunos presentes na minha universidade (ISEGI), eu incluído. É claro que as salas estão mais cheias de alunos com pressa para terminar cada trabalho seu, existindo depois aulas, com poucas pessoas. Não censuro essas pessoas que faltam para terminar o trabalho, pois eu próprio já fiz isso inúmeras vezes.

Vamos ver como termina a semana, que no meu caso já dura cerca de 8 dias seguidos, contando com feriado e fim de semana. Mas isto é um mal menor, pois se pensarmos em tantos problemas que tivemos e vamos ter ao longo da vida, isto de fazer um trabalho em tempo recorde, é só um grão de areia num deserto.

Vou mas é parar de escrever e volta ao meu trabalho…

Malditos trabalhos

São 18h da tarde e estou a preparar-me para sair do ISEGI, onde tenho estado desde as 9h da manhã, com uma pequena pausa de almoço, a fazer um trabalho que tenho que entregar e apresentar na próxima quarta-feira. Nem neste feriado, que é santo e que nem se devia estar a trabalhar, deixo de estar, eu e mais cerca de meia centena de pessoas, sentadas em frente a um ecrã a acabar trabalhos para a universidade. Dizem que a vida de estudante é que é bom e até são capaz de ter razão, mas também há momentos em que não é nada agradável andar em fins de semana e feriados a fazer trabalhos a correr.

Fica aqui este desabafo, num momento em que vou para casa, descansar e jantar, para amanhã, bem cedo, voltar à universidade para mais um dia de tarbalho.

Notícias do Mundo (II)

Governo «preocupado» com braço-de-ferro na Autoeuropa
Ministro do Trabalho e da Segurança Social atento «à situação de conflito» entre administração e trabalhadores sobre aumentos salariais, prémios de assiduidade e pagamento do trabalho suplementar. Novo acordo laboral deveria ter entrado em vigor em Setembro.

Infelizmente é uma história que se repete todos os dias, mudando só os personagens. Os trabalhadores querem melhores salários e até, nalguns casos, melhores condições de trabalho e as empresas, em vez disso, cortam nos mesmos, despedindo os trabalhadores e muitas vezes, fechando as portas, sem avisar nada nem ninguém.

O Governo nada faz, as greves sucedem-se, mas nada muda, continua tudo na mesma. É este o país onde um dia mais tarde quero trabalhar? Não me parece…
É por isso é que eu antes prefiro andar a estudar, pois assim não tenho tantas preocupações como se andasse a trabalhar. Mas esse tempo irá aparecer e nessa altura vou ter que andar preparado.

O artigo transcrito em cima é parte de um artigo presente no Portugal Diário no dia 5 de Dezembro de 2005.

Um livro, um filme, um album

Este fim de semana, como tive tempo de sobra, aproveitei esse tempo para ler um livro e para ver uns DVD’s.
O livro, que recomendo vivamente a todos para o lerem, é “O diário da nossa paixão” de Nicholas Sparks. Eu sou um fã deste escritor, mas dos livros todos que já li dele, este foi o que eu gostei mais. Não vou desvendar nada sobre a história, mas empresto o livro a quem quiser ler.
Um dos filmes que vi durante o fim de semana foi “Uma casa, uma vida” (Life as a house) de Irwin Winkler, com Kevin Kline, Kristin Scott Thomas, Hayden Christensen e Jena Malone nos principais papeis. De todos os filmes que vi, este é o que eu recomendo. Apenas deixo a sinopse para perceberem um pouco mais da história do filme:
Esta é a história de um arquitecto de meia idade (Kline) que descobre que tem um tumor e que lhe restam apenas uns meses de vida. Confrontado pelas novas mudanças que surgem na sua vida, decide começar a trabalhar no sonho que sempre adiou de construir a sua própria casa.
Nesta altura de mudança, as pessoas que mais o transtornavam desde a sua ex-mulher, ao seu filho irreverente, voltam a aproximar-se lentamente dele apercebendo-se como as suas vidas se modificaram completamente.
A construção da casa perfeita transforma-se numa metáfora para a reparação de uma vida destruída…

Depois de recomendar um livro e um filme, achei por bem, recomendar também um album de música, que sempre que o oiço, fico com uma sensação de paz interior, que faz com que sinta que o dia vai ser em grande. O album é o “In between dreams” do Jack Johnson. Desde a primeira vez que o ouvi que passei logo a gostar da música dele. Fica para já, a ideia de ir vê-lo ao vivo no Pavilhão Atlântico.

Ficam aqui as recomendações de um fim de semana um pouco diferente do que costumava ter…

O diário da nossa paixão Uma casa, uma vida In between dreams

O estado da nossa saúde

Ainda estou um pouco incrédulo com a história que a minha avó me acabou de contar, mas já tinha ouvido falar de histórias idênticas. O meu avô hoje tinha uma consulta num hospital numa zona periférica à cidade de Lisboa, digo tinha porque quando lá chegou, depois de ter marcado essa consulta há quase 2 meses, a secretária que estava lá a atender os utentes “descobriu” que a consulta não estava no computador, ou seja, ou não tinha sido marcada ou tinha sido mal marcada.
Devido a um erro que não foi dos meus avós, eles não tiveram consulta, tiveram que fazer uma viagem de táxi de alguns quilómetros e o fim não tiveram a consulta a que tiveram direito.
Mas o melhor da história ainda está para vir, não só não tiveram consulta, perdendo tempo e dinheiro, como só conseguiram marcar consulta, para a vez da que não tiveram, para o mês de Setembro de 2006!!! (até me esqueci de perguntar o dia à minha avó).
Agora percebo porque é que dizem que a saúde em Portugal não anda bem, com pessoas assim a trabalhar nos hospitais, os utentes vão ter sempre razões de queixa.

Mas no fim, a quem é que nos vamos queixar? Ao hospital? Ao governo? À secretária? Eles vão pôr sempre as culpas noutra pessoa ou instituição e andamos assim, numa situação que é impossível de sustentar, pois a saúde é um dos bens mais preciosos que cada pessoa tem.