Noite de chuva

Há noites de chuva que nem sempre chove. Parece uma maluquice o que acabei de escrever, mas se calhar até tenho razão. Nunca passaram uma noite em que tudo indica que vai chover, em que se nota umas nuvens tão medonhas e tão carregadas de água, que sabemos que vai chover. Mas no fim da noite, já a caminho de casa ou mesmo em casa, reparamos em espaços entre essas mesmas nuvens, em que se vê a lua, risonha como se estivesse a dizer às nuvens que nem elas lhe podem estragar a noite, a iluminar um pouco o caminho das pessoas que estão na rua. É estas noites que comparo um pouco à vida, vida que nem sempre é boa, em que anda cheia de “nuvens”, mas que em certos momentos da vida, há sempre uma “lua” que nos ilumina o caminho. Essa “lua”, por vezes são amigos outras vezes são acontecimentos, que passam na nossa vida e que nos ajudam de alguma maneira.
Ontem foi uma noite assim, pelos menos onde moro. Nem sempre estive na rua, por isso também não sei se chegou a chover ou não, mas enquanto estive não choveu e assim, deu para apreciar esta noite de chuva, como a passei a denominar.

13 de Março 2006

Uma data para recordar para sempre…

O fim de semana até não correu bem, mas a maneira como esta segunda-feira correu, chegou para apagar as más memórias do fim de semana.
Não vou esquecer esse grande amigo que tinha um bilhete a mais para ver Jack Johnson. E também não vou esquecer essa amiga que viu isso no Messenger dele e me avisou. Desde isto até ter o bilhete na minha mão, foi um saltinho… um saltinho e 30€. Mas muito bem dados…

Depois de ter tentado comprar bilhete na altura, de ter descoberto que já estavam todos vendidos, até aos últimos dias andar a “correr” atrás de possiveis bilhetes de quem não ia, foi sempre dias de alegria e desilusão.

Claro está cheguei cedo, por volta das 19h30, quando o concerto só começava às 20h. Mas queria arranjar um bom lugar, não queria perder nada, só porque estava mal sentado. Em relação ao concerto estou sem palavras para o poder descrever. Talvez daqui a uns dias consiga colocar as ideias alinhavadas e conseguir fazer frases decentes e com coerência sobre o concerto, pois neste momento só consigo articular palavras como: “… fantástico, que concerto… ufffa, pensei que não fosse”.

Desde o início, com ALO e Matt Costa, passando pelo início de Jack Johnson, passando pelo pequeno esquecimento dele sobre o alinhamento do concerto, tudo foi fantástico. E estar naquele pavilhão onde todo o público puxou pelo músico, mesmo quando ele não estava lá, fazendo por exemplo a tão conhecida “Onda”, tudo ajudou a que me considere um previligiado por poder ter estado lá esta noite.

Músicas como “Good people”, “Better together”, “If I could” ou “Gone going” inundaram o espaço de magia e “boa onda”. Não posso esquecer também ouvir o público a cantar cada verso das músicas, o que ainda fez com que o concerto fosse excelente.

Este dia vai ficar na minha memória para sempre devido a este grande concerto.
Mais uma vez, obrigado Tiago, obrigado Patrícia…

Se fosse uma selecção de futebol presente no Mundial, qual seria?

Você é a Selecção de Portugal:

Você até tem um certo jeito, e de vez em quando faz um brilharete; mas geralmente anda um bocado à nora. A organização não é o seu forte, você confia em absoluto no instinto. Você é pão-pão queijo-queijo: tudo ou nada! Acha sempre que vai conseguir ter tudo, mas, aqui entre nós, ou fica lá muito perto ou dá uma monumental barraca.

Viagem à feira

No Sábado fui à feira, uma feira que costuma haver todos os anos, com inúmeras diversões e algumas barraquinhas, onde tudo é vendido a preços mais baixos. Costumo lá ir, e este ano, como não tinha ido lá, aproveitei para lá dar um saltinho.

As diversões não eram as que mais agradavam e havia até algumas que os preços não aconselhavam a utilizar, por isso limitei-me a dar uma volta e a constatar o facto que cada vez menos pessoas vão lá para utilizar essas diversões. Tal como eu, vão lá somente para passear e aliviar um pouco o stress do dia a dia.

Na voltinha pelas barraquinhas é que perdi o maior tempo do passeio pela feira. Não é que seja muito dado a compras, mas há algo nessas barraquinhas que me faz dar umas voltas para ver. Não comprei nada, como seria de esperar, mas por muitas vezes dei por mim a regatear preços com marroquinos, indianos e chineses que vendiam um sem número de material.

Acabei o passeio comendo uma fatia de bolo de chocolate e encontrando pessoas amigas na feira. Assim como as encontrei, assim me despedi com dois dedos de conversa. Não porque eram pessoas com quem não queria falar, antes pelo contrário, gosto de falar com todas as pessoas que conheço, mas sim porque já tinha dado o meu passeio e também porque tinha outras coisas para fazer, como vir para casa descansar.

Dia de Verão

Adoro o Verão e o calor como quase todas as pessoas que conheço, por isso, quando estou no Inverno como agora, adoro quando está um dia mais quentinho com o sol a mostrar-se em todo o seu esplendor e a aquecer um pouco mais o meu coração.

No Sábado foi um dia assim, em que os raios do sol entraram pela janela do meu quarto, janela essa que deixei aberta durante a noite, o que me fez acordar mais cedo. Costumo ficar um pouco mal disposto quando acordo mais cedo sem ter nada para fazer, mas nesse dia tal não aconteceu. Acordei bem disposto, talvez por ter sido acordado por um sol que me aqueceu durante o dia todo, fazendo me recordar dos tempos de Verão, as idas à praia, as tardes na esplanada, os banhos no mar, as manhãs de futebol na areia, as noites quentes de jogos e de passeios. Tudo veio à memória. Claro está que voltou também as saudades do Verão.

Não detesto o Inverno, pois adoro sentir a chuva a bater na cara a “molhar” os pensamentos, ou estar à lareira à noite e ouvir a chuva a bater com violência no telhado da casa, adoro isso; mas o Verão é minha estação preferida. É dos momentos passados no Verão que faz com que sinta saudades de estar com os meus amigos como antigamente, de voltar a fazer o que fazíamos. O tempo vai mudando as pessoas, mas não muda as verdadeiras amizades, essas ficam para sempre tal e qual como eram no princípio. Esses sim são os verdadeiros amigos.

Agora que o sol já se pôs e que a noite vai começar, volta o frio do Inverno, desvanecendo as memórias do Verão, obrigando-me a colocar mais um casaco em cima do corpo para não ter frio.