Memórias (III)

“Talvez, por momentos, te sintas só, sem qualquer razão para estar aqui. Agora estou assim, pelo que vi e pelo que não ouvi. Sabes, a vida para mim, é somente um grupo de momentos parvos que nos acontecem; digo isto porque algo que eu amava, hoje odeio. Talvez eu tenha adiado a coisa mais bonita e sentido indiferença por aquilo que realmene interessa, mas talvez não esteja totalmente errado.
Tudo o que se sonha, tudo o que se idealiza não passa de um punhado de palavras que lanças ao vento no grande vendaval. Não se consegue excluir da vida aquilo que se odeia, primeiro porque o ódio é uma forma de amar, e o ódio pode-se transformar em amor, ou pode acontecer exactamente o contrário!!! Não vale a pena viver na ilusão de sonhos que já partiram, que não deram frutos ou nos desiludiram.
Tudo é demasiado breve para se premeditar acções, momentos, cenários… No fundo, o erro não existe, não existe porque quando estás triste não te interessa se erraste, mas sim se vais conseguir apagar as consequências do erro. Às vezes o que vivemos deixa-nos trsites, mas nem que chores, grites de angústia, sorri!! Porque se sorrires, vais voltar a sorrir e a fazer outros sorrir.
Não vale a pena dizeres que não, se quiseres podemos sorrir juntos, rir dos nossos pesadelos e desilusões; e depois disso poderemos seguir, cada um o seu caminho com a certeza que já conseguimos sorrir numa vida que não foi capaz de sorrir para nós.”

Espero que tenham gostado tanto do texto como eu…

Keimadela diz:

Epa…deixou-me a pensar…Abraço Numenesse

Chibo diz:

Não era para mim… não?