Letters to my son

Mais um mês de confinamento, mas que foi cheio de peripécias. Foi neste mês que foste experimentando todas as novas prendas que recebeste. Desde do medo inicial em te sentares na mota eléctrica até depois não a largares nem por nada. Só não dormia no quarto contigo porque nunca calhou (e tanto o pai como a mãe deixaram); passando pelas peças da Lego que brincaste quase todos os dias; e terminando na trotinete que foste aprendendo a andar e que tantas histórias trouxe ao longo do mês.
Foi também um mês onde foste saindo de casa a pouco e pouco. Primeiro com a ida a Tomar, onde o barulho das máquinas de cortar o mato deixaram-te muito assustado e fizeram com que não aproveitasses tão bem esses dias fora de Lisboa no campo. E que também fosse um fim-de-semana só de trabalho e quase nada de descanso.
Mas se nestes dias não foram os melhores, quando regressaste ao campo, mais concretamente ao Sardoal, tudo mudou. A alegria de poder andar o dia todo fora de casa no meio do quintal a brincar com cães e gatos, só fez com que viesse ao cima toda a tua alegria e todas as brincadeiras que as crianças da tua idade têm. As festas nos cães e nos gatos, mexer na terra das flores, apanhar morangos e estragar flores foram só algumas das muitas actividades que foste tendo. Mas as descidas vertiginosas na tua trotinete foi das coisas que mais gargalhadas te arrancaram e mais sustos pregaste à tua mãe. No fim tudo correu bem e ficou mais esta história para contar.
Mas destes dias no Sardoal existem mais memórias (e imagens e vídeos) da ida ao rio. O que era só para ser um passeio à beira-rio passou rapidamente a ser um dia de pés descalços na areia, de mergulhos no rio, de roupas todas molhadas e de falta de toalhas e de uma muda de roupa. Mas o sorriso que estava estampado no teu rosto e a alegria com que brincavas no rio e na areia chegou para que as restantes dificuldades fossem ultrapassadas.
Mais um mês, o primeiro do período dos dois anos que todos avisam que é dos mais complicados a nível das birras, dos choros e dos gritos. Mas cá estaremos para te educar da melhor forma e para te mostrar que a vida é muito melhor sem birras.

When you teach your son, you teach your son’s son.” by The Talmud

Dia de Festa!

Hoje é dia de festa!
A Mulher da minha vida, a Mãe do meu filho, comemora hoje mais um aniversário. Um grande beijinho de parabéns para a pessoa que me vai aturando, agora ainda mais devido ao período de confinamento. Um aniversário que já seria diferente pelos motivos que são sobejamente conhecidos de todos, mas que este ano será ainda mais diferente pela conjugação de um novo factor. Hoje é também o dia que ela escolheu para se lançar num projecto que tem tanto de desafiante como de gratificante. E também por isso, muitos parabéns!
Não vou desvendar muito porque quero que todos comecem a seguir nas redes sociais, mas vou levantar um bocadinho do véu com o logotipo e o nome escolhidos por ela e desenhado (e muito bem) pelo Pedro Mourato (shiuu, que ele ainda não sabe que estou a revelar aqui em primeiro mão que foi ele que o fez). Para quem estiver interessado, segue o Instagram dele (aqui).Organizar (C)almaE para todos que queiram obter mais informações, basta seguirem as redes sociais do projecto, nomeadamente o Instagram (aqui) e o Facebook (aqui). No futuro haverá também um site e muito mais.

Muitos parabéns, meu amor! Eu amo-te muito. Que tenhas um dia muito feliz!

Letters to my son

E já se passaram 2 anos. Já foram 24 meses de conquistas, mais de 8761 dias (um dos anos foi bissexto) de gargalhadas, birras, sorrisos, brincadeira e, acima de tudo, muita aprendizagem de parte a parte. E como não podia deixar de ser, de um crescimento tanto teu como do pai e da mãe. Novos desafios que os últimos tempos deram origem a que o crescimento fosse também uma aprendizagem a todos os níveis.
Numa altura em que todas as pessoas andam às voltas com a vida por causa desta pandemia que mudou o Mundo todo e que se encontram por casa a tentar combater todas as contrariedades que este vírus trouxe, percebemos que nada está como deveria ser. Mas quando tu (que ainda só fizeste 2 anos há poucos dias) fazes uma festa na mãe e a seguir em mim e no fim puxas-nos aos dois e abres os teus braços para fazer um abraço conjunto sabemos que no fim tudo vai correr bem e afinal o Mundo voltará à normalidade.
Uma nova normalidade, mas em que todos seremos igualmente felizes (ou até mais ainda) e que o contacto humano será novamente o melhor que a vida nos pode dar, aproximando-nos ainda mais das pessoas de quem gostamos e das pessoas que gostam de nós.
Quando um dia mais tarde leres estas cartas para ti, perdoa-me por ter estado quase um ano sem escrever nenhuma carta para ti. Mas acredita que foi um ano que está bem memorizado pelos pais e com muitas fotografias para um dia mais tarde veres.

My father gave me the greatest gift anyone could give another person, he believed in me.” by Jim Valvano

365 Days 2019

Esta semana houve fotografias bastante díspares, mas também agrupadas por um ou dois temas e depois o resto mais ao calhas. Coloquei várias fotografias do meu herdeiro a caminho da escola e já na chegada a casa, assim como de quando era mais pequeno e começava a ficar curioso pelas luzes e pelas caixas. Para além destas coloquei uma fotografia da praia dos Mosteiros, da Ilha de São Miguel nos Açores. Tal como faço sempre que vejo um carro “bem” estacionado, esta semana coloquei também uma fotografia de um automóvel que, como podem constatar, estava “impecavelmente” bem estacionado no passeio. Para além destas fotografias todas fui resgatar duas fotografias bastante antigas para relembrar um torneiro internacional de futebol do grupo da empresa em que trabalhava na altura e outra para relembrar o casamento de um casal amigo e do momento em que estava a escrever no livro de honra.

Colagem 36_2019

Continua em atraso as cartas para o meu herdeiro. A minha sorte é que ele ainda não lê este blog, porque senão já estava chateado comigo por nunca mais deixar aqui como têm sido os últimos meses.

365 Days 2019

Numa semana que não foi das melhores este ano, as fotografias também não foram das melhores que coloquei por aqui, isto na minha opinião. Muitas das fotografias foram bastante antigas e de passeios que fui realizando por Lisboa. As mais recentes foram mesmo as do Sardoal, onde foi fim-de-semana de limpeza dos muros e do chão e de algum descanso à noite com direito a Somersby. Pelo meio uma fotografia da minha avó. Mais do que uma avó foi uma mãe que me educou após a morte da minha. E nesta semana foi a vez dela poder ir descansar com 89 anos e com uma vida cheia.

Colagem 35_2019

Numa semana como esta damos ainda mais importância às pessoas que temos à nossa volta e às que queremos que estejam à nossa volta.